Problogmas de Xadrez

Blog de notícias do "xadrez arte", por Leo Mano.

Problogmas de Xadrez

Blog de notícias do "xadrez arte", por Leo Mano.
<  Julho 2008  >
S T Q Q S S D
  1 2 3 4 5 6
7 8 9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27
28 29 30 31      
Buscar
Receba os posts
Terra Blog

Arquivo de: Julho 2008

30.07.08

148. Novos talentos

categorias: Solucionismo, Opinião

A realização de um CBS (Campeonato Brasileiro de Soluções de Problemas de Xadrez) é sempre cercado de espectativa. Tanto por quem irá competir quanto por quem organiza.

Ainda são raras as oportunidades de se participar numa competição nesta modalidade de xadrez no Brasil e, quando acontece, o desejo de que tudo dê certo é imenso. Também era a primeira vez que ralizávamos o CBS fora do Rio de Janeiro. Tudo isto amplificou a ansiedade.

Chegando em BH na véspera da competição, após 7h de viajem, fui encontrar alguns amigos a quem tinha prometido uma visita. Já era noite de sábado e acabei não descansando o quanto gostaria. No dia seguinte, domingo, fui bem cedo à Casa do Xadrez. Dentre os competidores, apenas o Felipe já estava lá. Aos poucos foram chegando os demais e também o árbitro, Marcos Roland, que me cochichou: "Vamos fazer um rápido congresso técnico. Você fala primeiro".

Júlio Lapertosa, nosso anfitrião, deu as boas vindas a todos e me passou a palavra. Tive a oportunidade de agradecer ao clube (por suas ótimas instalações), aos participantes (pela presença), convidar os solucionistas presentes a participarem no próximo International Solving Contest (Janeiro/2009) e, finalmente, comunicar a participação do Brasil no próximo Mundial de Solucionismo em Jurmala (Letônia) na primeira semana de Setembro.


Luciane, uma empreendedora pelo xadrez. Recebeu a todos com muita atenciosidade e nos deu todo apoio.

Tudo ia bem até relacionar nosso time de três solucionistas: Roberto Stelling, eu e... Roberto Stelling!

Enquanto falava do Mundial de Solucionismo, me transportei dali para Jurmala. Pensei nas roupas que ainda tinha de comprar... A mala! Ainda não tenho sequer uma mala apropriada! Nunca viajei antes... Meu primeiro passaporte... ele está no Consulado Russo. Será que receberei o visto? Quantos Euros comprar? Qual casaco levar? Que situação engraçada... todos riam... eu também comecei a sorrir... "Mano! Você chamou o Marcos de Roberto"!

Ora, eu troquei o nome do Marcos Roland (para minha sorte, somos amigos. Caso contrário seria ainda mais constrangedor). Mas esta não foi a única gafe. Momentos depois, em uma conversa, chamei Belo Horizonte de Curitiba! Foi quando percebi que realmente não estava num dia normal e, coroando a seção de enganos, fui péssimo na competição.

O fato de não ter podido treinar durante a semana anterior (ou sequer cumprir minha cota normal de sono) não é uma boa desculpa mas, mesmo assim, lanço o recurso em minha defesa. Achei que não haveriam consequências...

Mas elas vieram na forma de números (10 pontos em 60 na Fase Final) e gafes. Mas nem tudo estava perdido. Longe disso, o saldo me foi positivo pois escutei (mais de uma vez) as palavras que mais me motivam a continuar esta caminhada: "Estou praticando problemismo hoje porquê vi o site do Leo"...

Escutei isso de iniciantes e veteranos! E não foi só neste CBS mas também nos anteriores. Ver "caras" novas erguendo troféus no solucionismo é a maior recompensa de todas. Talvez isso explique se, daqui a alguns anos, me pegarem sorrindo por chegar em vigésimo ou trigésimo lugar num CBS.



Roberto Stelling, independentemente de sua vontade, vem se tornando o principal "embaixador" do problemismo (dentro e fora do Brasil). Chegou em Belo Horizonte na sexta-feita e dedicou o sábado para conhecer o clube "Casa do Xadrez" e o fantástico projeto de xadrez por eles implementado (não apenas em BH mas também com eventos nas cidades da região).

Foi quando Stelling conheceu o jovem Felipe Cristiano (de apenas 13 anos) e percebeu nele um talento para o solucionismo que nos enche de esperanças. Felipe foi considerado por todos a revelação do torneio e também um exemplo de determinação, pois viajou (com sua mãe) por 23 horas desde Campo Grande (MS) até BH para participar do CBS.

Tanto Stelling quanto o Roland garantem que Felipe poderia ter feito mais pontos na competição mas é impossível não considerar o desgaste causado pela longa viagem, a natural tensão do torneio e a total inexperiência em sua primeira competição na modalidade que, aliás, teve um nível de dificuldade equivalente ao dos torneios internacionais.

Por falar em nível internacional, Marcos Roland, após a competição, assegurou que o Campeão Stelling teve uma performance equivalente a de um Mestre Internacional. Fica, portanto, a espectativa de que Roland e Stelling consigam uma norma de Mestre FIDE para o solucionismo no próximo Congresso Mundial em Jurmala (o que, no caso do Stelling, será a segunda e definitiva: Um fato inédito no Brasil) e também a primeira norma de Mestre Internacional para o Stelling. Vamos torcer!

Eric Gonçalves (foto ao lado), com 20 pontos, confirmou a boa impressão que já havia deixado em suas participações aqui mesmo neste blog. Calcula muito bem e domina os temas do xadrez artístico. O terceiro lugar refletiu seu bom preparo. Tem bastante base para alavancar sua performance nos próximos torneios.

O Vice-Campeão, Ricardo Vilela (25 pontos) demonstrou muita consistência. Foi o único, além do próprio Campeão, a acertar os quatro mates diretos em 2 lances. Foi também o único a acertar o "Ajudado em 2". Fez um torneio bastante focado e conquistou os pontos traçados em sua estratégia. Não será difícil para ele dominar os finais artísticos e será um fortíssimo solucionista quando incluir também os diretos em mais lances no seu repertório.






José Nery (11 pontos) é outro competidor que vai evoluir muito. Sua pontuação não refletiu seu potencial mas cumpriu as espectativas se considerar-mos que também era seu primeiro torneio de solucionismo. Morador de Nova Resende (MG) será beneficiado com os futuros torneios que a Casa do Xadrez planeja realizar.









Helio Nonato não pontuou no tabuleiro mas marcou pontos com seu entusiasmo e participação. Deixou claro seu prazer pelo problemismo e será, certamente, mais um "embaixador" da modalidade.

Espero reencontrar a todos com frequência nos próximos torneios.

Nos próximos posts ainda falaremos um pouco sobre o CBS, os preparativos para Jurmala e mais problemas de xadrez.




28.07.08

147. Fotos do CBS

categorias: Notícias, Solucionismo


Podium: Ricardo Vilela (2°), Eric Gonçalves (3°), Marcos Roland (árbitro) e Roberto Stelling (Campeão)


A tradicional "roda" de problemistas: Felipe, Stelling, Eric e Roland.


Warm up: O Campeão se prepara...


Troféus, livros e boletins foram distribuídos.


Formatura: Ricardo, Julio, Stelling, José Nery, Felipe (ao lado de sua mãe), Roland, Eric, Luciane, Mano e Hélio.


Na Casa do Xadrez, a tecnologia é uma aliada...


Últimas recomendações da arbitragem: "Não vou tolerar dedo no olho, puxão de cabelo ou golpes baixos"...

146. Stelling Campeão 2008

categorias: Notícias, Solucionismo



Foi realizada ontem (domingo), nas ótimas dependências da Casa do Xadrez, em Belo Horizonte (MG), a fase final ao vivo do XVII Campeonato Brasileiro de Soluções de Problemas de Xadrez. Parabéns ao Campeão Roberto Stelling que repetiu a façanha pela 4ª vez!

Assim que a planilha oficial for disponibilizada, ela será colocada na página do evento. Também teremos aqui todos os detalhes do torneio: Os novos talentos, fotos, diagramas, comentários, gafes e muito mais. O blog do Stelling já tem fotos e comentários sobre o evento.

1° Roberto Nery Stelling Neto (Rio de Janeiro-RJ)
2° Ricardo Luiz Vilela de Castro (Belo Horizonte - MG)
3° Eric Bacconi Gonçalves (São Paulo - SP)
4° José Antonio Nery Júnior (Nova Resende-MG)
5° Leo Mano (Rio de Janeiro-RJ)
6° Felipe Borges Cristino (Campo Grande - MS)
7° Hélio Nonato (São Sebastião do Paraíso - MG)

Desde já, ficam os especiais agradecimentos ao Coordenador Geral, Marcos Roland, que também arbitrou a final ao vivo, Luciane Sepúlveda e Julio Lapertosa que receberam todos os participantes com muita antenciosidade e simpatia.

Termino este breve post, tomando a liberdade de reproduzir email recém chegado do Roberto Stelling e que, acredito, traduz o sentimento de todos os participantes:

"Olá Julio e Luciane.
Foi um grande prazer conhecê-los e ver o projeto Casa do Xadrez. Esta curta estadia de dois dias em BH foi um processo de aprendizado e conhecimento onde vi que é possível realizar um trabalho de qualidade e profissionalismo com xadrez e que sonhos, quando bem geridos, podem gerar frutos de longa vida. Desejo a vocês o mais que merecido sucesso!

Muito obrigado pela grande acolhida e espero poder participar um pouco desta história de realizações que vocês estão construindo, temos que aproveitar esta sinergia para promover o xadrez e, em especial, a solução de problemas
..." (Stelling - 28/jul/2008)

25.07.08

145. Rumo à BH

categorias: Notícias, Solucionismo

Finalizando a narrativa de como resolvi os problemas da fase classificatória em minha simulação de final ao vivo para o CBS-2008, chegou a vez do problema XI: um mate ajudado em 3 lances.

Ao contrário do que pode parecer, os mates ajudados (onde as negras colaboram para levar mate) são, de um modo geral, problemas de solução muito difícil. Para começar, são as negras que fazem o primeiro lance (nas demais modalidades são as brancas que começam) aumentando ainda mais a participação delas na solução.

Os recursos táticos e estratégicos são bastante ampliados nos mates ajudados e exigiriam muitos posts para serem listados aqui.

W. Shinkman, 1871
Ajudado em 3
a) Com Tb4

Um hábito que possuo (mas que não é tecnicamente aconselhável) é tentar visualizar o que eu chamo de "quadro de mate", ou seja, uma posição de mate ao rei negro utilizando o material disponível no tabuleiro, sem me preocupar com uma sequência de lances legais.

Não demorei muito para encontrar um bom quadro de mate com o Rei negro em h1. O Cavalo branco poderia dar mate indo até g3 ou f2 mas, além do Cavalo ficar sob ataque das peças negras, ainda restava a casa de fuga g2 sem solução. Nenhuma peça branca conseguiria dominar aquela casa e, portanto, eu precisava de mais uma peça negra para bloquear g2.

O peão negro em d2, prestes a promover, poderia fornecer mais munição e foi assim que cheguei no quadro de mate ao lado com um cavalo negro em g2.

A partir deste quadro de mate os lances foram deduzidos facilmente: As brancas precisam de 2 lances de cavalo (Ce2/e4 e Cg3) tendo um lance de sobra.

As negras precisam de um lance de Rei e mais um lance para promover o Peão restando um último lance para posicionar um Cavalo em g2. Sendo este Cavalo um Peão promovido, ele só poderia vir de e1.

Ficou óbvio que o lance branco de sobra era Be1 para permitir sua captura pelo Peão negro que, assim, promoveria em e1. Só resta definir a sequência exata dos lances: 1.Rh1 (único) Be1 (urgente, pois não há tempo a perder) 2.dxe1=C+ Ce2 (defendendo o xeque e eliminando o caminho alternativo via e4) 3.Cg2 Cg3#

W. Shinkman, 1871
Ajudado em 3

b) Com Tb3

Muito fácil! Resolvi a primeira "perna" do problema em poucos minutos e fui confiante para a segunda solução (que pede torre negra em b3 ao invés de b4). Inicialmente, tentei aproveitar o mesmo "quadro de mate" com o Rei negro em h1. Por causa da torre em b3, achei que o novo mate seria com cavalo em f2 (e não g3) mas, obviamente, não havia uma sequência de lances que funcionasse. Gastei muito tempo aqui insistindo no caminho errado.

Resolvi, então, mudar o "quadro de mate" experimentando o Rei negro em f1 e, mais uma vez, nada funcionava. Depois de muito tempo perdido (quase 1 hora!!) desisti dessa história de "quadro de mate" e tentei raciocinar.

Nos mates ajudados, são muito comuns os problemas com duas soluções e isso não é casual. As soluções devem reforçar ou completar uma idéia estratégica, ou seja, existe um relacionamento entre as duas soluções. Elas não podem ser aleatórias ou casuais.

Vamos, então, repassar a primeira solução:
1.Rh1 (formação da bateria Ra2+d2+Th2) Be1
2.dxe1=C+
(promoção) Ce2
3.Cg2
(bloqueio) Cg3#

Os lances negros estão bem definidos enquanto os lances brancos parecem ser mais funcionais e menos estratégicos (exceto pelo bloqueio da segunda linha). Foi justamente o bloqueio da segunda linha que me fez pensar que, se antes era o cavalo branco que bloqueava a segunda linha, esta seria a nova função do bispo na segunda solução (não seria de se esperar que o bispo se sacrificasse novamente na mesma casa). Sendo assim, um dos lances brancos deveria ser Bf2.

Isto também significava que, desta vez, o peão negro iria promover em d1 (e não mais em e1). Com estas poucas pistas (mas liberto da idéia fixa de usar Rf1) percebi que com o Rei negro em h3 eu só precisaria bloquear as casas g2 e g4 (pois o bispo branco já dominava as casas negras).

Só depois disso é que a solução surgiu: 1.d1=B Bf2 2.Bg4 Ce2 3.Rh3 Cf4#

Com este péssimo desempenho neste ajudado e também nos diretos em 2, restou-me apenas 1h para os demais problemas. Resolvi os finais artísticos (que mais tarde descobri que não estavam 100% corretos) e experimentei o inverso (que não resolvi na simulação - apenas depois com mais tempo). Os diretos em 3 e mais lances também me deram algumas frações de pontos e finalizei a seção com 33,5 pontos que, no final das contas, ficou compatível com meus resultados em outros torneios ao vivo. Desta vez, contudo (diferentemente das outras vezes), ficou a sensação de que poderia ter sido melhor.



O Coordenador Geral do CBS-2008, Marcos Roland, comunicou ter recebido mais uma folha de respostas depois do encerramento da greve dos correios. Trata-se do experiente Pedro Luiz O. Costa Neto que totalizou 47,5 pontos nesta fase classificatória. A planilha atualizada pode ser vista na página do CBS.

Aproveito a oportunidade para sugerir aos participantes da fase final, que levem uma caneta e um jogo de peças de qualquer tamanho (eu pretendo utilizar dois pequenos jogos de viagem). Não é necessário levar relógio.

Nos vemos em BH. Boa sorte a todos!

21.07.08

144. Bateria

Confirmado o horário da final ao vivo do CBS-2008. Será as 9h30min da manhã do dia 27 de Julho (domingo) nas dependências oferecidas pela Casa do Xadrez em Belo Horizonte, à Rua Campos Elíseos, 278, Barroca. O telefone de contato em BH é 0xx31 3334-1325.



Continuando o relato de minhas experiências com os problemas da Fase Classificatória do CBS-2008, chegou a vez do problema III. Outro "mate em 2" não tão simples assim.

Na busca por padrões, o solucionista experiente localiza imediatamente duas linhas ofensivas em direção ao rei negro: A primeira linha ocupa a coluna "c" aberta e é formada pela Torre e Bispo brancos como se o Rei negro estivesse sob o "raio-x" da torre branca; A segunda linha está na diagonal c3-g7 e é formada pela Torre e Cavalo negros além do Bispo branco em g7 que também aplica um sutil (porém real) "raio-x" sobre o Rei negro.

O termo "raio-x" é muito usado pelos jogadores de xadrez mas, no problemismo, estas configurações ameaçadoras são chamadas de "baterias". As baterias são (assim como as interferências recíprocas analisadas no post 142) um recurso tático muito explorado no problemismo.

As duas baterias, de alguma forma, deverão interagir uma com a outra. Este mecanismo fica fácil de perceber se recorrrer-mos ao set play. Perdoem o uso excessivo de termos técnicos (que sempre procurei evitar) mas estamos na reta final para o CBS-2008 e estes termos economizam muitas palavras. Também estou assumindo que os visitantes se municiaram nos posts anteriores. O set play, por exemplo, foi analisado no post 143.

Então, voltando à "vaca fria", o set 1...Td3+ 2.Bf3# exemplifica com clareza o funcionamento conjugado das duas baterias. A Td4, ao mover, prega o Ce5 que fica impedido de bloquear a coluna "c" (onde funciona a outra bateria).

Da mesma forma o Ce5, ao se mover, prega a Td4 e isso é fácil de notar no set 1...Cxg6 2.Be4#. A Torre pregada não pode bloquear a coluna "c" aberta. O set play, então, explora os mates na bateria da coluna enquanto produz pregaduras na bateria da diagonal.

Contudo, não há uma réplica eficiente para 1...Cxc6. Aliás, não existe réplica também para as possíveis capturas 1...bxc6 ou 1...dxc6. Portanto, o lance chave das brancas tem de ser bastante enérgico. Uma boa pista a se seguir é o fato de que após 1...Cxc6 as negras, além de pregar a Td4, também pregam o próprio Cavalo em c6.

Surge um interessante efeito de reciprocidade (esta palavra é recorrente no problemismo) entre as baterias. Agora a bateria da coluna "c" produz uma pregadura. Devo supor, então, que o mate acontecerá através da bateria da diagonal.

Surgem, assim, os lances candidatos 1.Dg1 e 1.Dg4. Ambos ameaçam 2.Dxd4# que responde eficientemente às continuações 1...Cxc6 ou 1...bxc6 ou 1...dxc6.

Na minha simulação da final ao vivo, escolhi inicialmente o lance 1.Dg1 porque era o lance mais longo. Este critério funciona em algumas situações mas não aqui. Com um pouco de atenção seria fácil perceber que 1.Dg4! é o lance temático pois a Dama se coloca em sacrifício para as duas peças negras que formam a bateria da diagonal.

Não seria necessário nenhum cálculo para resolver este problema: 1.Dg4! Cxg4/Txg4 2.Be4#. Mas eu perdi muito tempo analisando 1.Dg1? que falha diante de 1...Td5!

Após resolvidos os quatro "mates em 2" da fase classificatória, eu já havia consumido quase 50 minutos das 3 horas que tinha direito. Uma marca não muito boa. Parti, em seguida, para os finais artísticos.



Esta é a última semana antes da final do CBS e não haverá tempo para comentar todos os problemas. Os finais artísticos, por exemplo, são a modalidade mais próxima do dia-a-dia de um jogador e, por isso, vou omitir meus comentários. Sugiro uma visita ao blog do Stelling pois lá você encontrará muito mais material didático sobre todas as modalidades (incluindo os inversos e ajudados).

No próximo post (o último antes da final), vou falar um pouco sobre o problema XI (um mate ajudado).